A OFERTA DA RESTAURAÇÃO VEGANA NA CIDADE DE SP

8 jun

Depois de muito tempo de formada, estou disponibilizando o meu Trabalho de Conclusão de Curso, do curso de Gastronomia. O tema abordado foi: COZINHA VEGETARIANA: ESTUDO DE CASO: A Oferta da Restauração Vegana na Cidade de São Paulo. Eu ainda era bem novinha quando fiz (tal trabalho é de 2011), foi considerado um dos melhores trabalhos na época, e, inclusive, ficou no acervo da biblioteca da Universidade (A São Camilo costumava – não sei se ainda faz isso – deixar os melhores TCCs disponíveis para consulta por cerca de 4 anos). Hoje em dia, acredito que poderia ter sido bem melhor elaborado, bem mais rico e com muito mais informações. Mas é sempre bom ver o que a gente deixa pra trás e o quanto amadurecemos, e o quanto podemos cada vez mais melhorar nossas ideias. Algumas pessoas entraram em contato comigo por e-mail, há uns anos atrás, pedindo meu TCC. Então, aqui vai! Para acessá-lo, só clicar neste LINK AQUI e baixar :)
Espero que com isso, eu consiga ajudar algumas pessoas que continuam na área e pretendem expandi-la cada vez mais.

RESUMO

MAIA, Tainá Arouck Damasceno. Estudo de caso: Cozinha Vegetariana: A Oferta da Restauração Vegana na Cidade de São Paulo. 2011. 76 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Técnologo) – Curso de Tecnologia em Gastronomia, Centro Universitário São Camilo, São Paulo, 2011.

Há cada vez mais destaque acerca da dieta vegana diante dos questionamentos e debates em relação a ética, ao meio ambiente e a saúde. Em relação a tais questionamentos, surge um aumento deste tipo de consumidor, uma demanda que cada vez mais se torna latente, enquanto a oferta ainda é muito pouca, comparada aos restaurantes que atendem comensais onívoros. A oferta da restauração vegana na Cidade de São Paulo precisa de um foco maior no mercado, pois além de concatenar a sustentabilidade com a saúde e o ético, é possível ter uma maior demanda, pois a concorrência é extremamente baixa. Entretanto, é necessário entender e conhecer sobre tal público, um público que varia: alguns se tornam veganos por questões religiosas, outros por questões da saúde, outros por filosofia, e a maioria, por ser contra a exploração dos animais. Ao notar os diversos filósofos, como o atual Peter Singer, referir-se de modo sério a questão da exploração animal e de como o homem lida com os animais – como objeto e meios para obter exacerbado capital, principalmente a indústria massificada da agropecuária – a questão sobre o vegetarianismo tornou-se ético política, eximindo apenas a mera questão (lidada muitas vezes como infantil) de sensibilidade com os animais. Tais questionamentos de Singer, de outros filósofos e de ambientalistas, deixam mais abrangente a razão pela qual cada vez mais o vegetarianismo e o veganismo são dietas necessárias, com teorias e pesquisas científicas significativas sobre o assunto. Desmistifica-se também a falta de sabor em tal dieta, que é rica de variedades, vitaminas, e exige criatividade. Diante das junções de tais informações perpetua-se a possibilidade de um novo viés de investimento, que possui muito futuro acerca das atuais condições e preocupações em relação ao meio ambiente.

Palavras-chave: Veganismo. Vegan. Dieta. Filosofia. Gastronomia. Sustentabilidade.

ABSTRACT

MAIA, Tainá Arouck Damasceno. Study of case: Vegetarian Cuisine: Vegan’s Restoration Offer in São Paulo. 2011. 76 f. Course Conclusion Work (Technology) – Food Technology Course, University São Camilo, São Paulo, 2011.

There is increasing emphasis on the vegan diet on questions and debates about the ethics, the environment and health. For such questions, there is a rise of this type of consumer, demand that becomes increasingly latent, while supply is still very low compared to restaurants that attend omnivores commensals. The vegan restoration offer in the city of São Paulo needs a greater focus on the market, because besides it relates sustainability with health and the ethical, it is possible to have a higher demand, because competition is extremely low. However, it is necessary to understand and know about this audience, once it varies: some become vegan for religious reasons, others for reasons of health, others for philosophy, and most, because are against animal exploitation. Noticing various philosophers like Peter Singer referring so seriously to the issue of animal exploitation and how man deals with the animals – as an object and means for exacerbated capital, especially the massified agricultural industry – the question about vegetarianism has become ethical political, only exempting the simple question (often handled as childish) of sensitivity to animals. Such questions brought by Singer, other philosophers and environmentalists, make more comprehensive the reason why vegetarian and vegan diets are more and more necessary, with significant scientific theories and researches about the subject. It also demystifies the lack of flavor in such diet that is rich in variety, vitamins, and requires creativity. Before the junctions of such informations perpetuates the possibility of a new investment bias, which has a great future for the current conditions and concerns about the environment.

Keywords: Veganism. Vegan. Diet. Philosophy. Gastronomy. Sustainability.

GO VEGAN!

Leite de amendoim

9 fev

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Meu leite de amendoim bem fresquinho e saboroso =)

Esses dias vi uma matéria falando sobre os benefícios do leite de amendoim, e como fazia bastante tempo que eu não preparava (principalmente porque andei optando por fazer manteiga de amendoim), decidi tirar essa terça-feira de carnaval pra fazê-lo. Para quem é fanático por amendoim (como eu) e por tudo aquilo que envolve amendoim (paçoca, hmm!) e não aguenta mais tomar leite de soja por N motivos, o leite de amendoim é uma excelente opção e o sabor do amendoim fica bem suave!

O leite de amendoim é bem simples de fazer.

Para 1 copo de amendoim, eu utilizo 3 copos d’água, para que o sabor do amendoim não fique tão forte.

Ingredientes

200g de Amendoim (ou 1 copo)

600ml de água (ou 3 copos)

Modo de preparo:

Torre o amendoim por alguns minutos (pode ser na frigideira mesmo, ou no forno, como preferir. Eu costumo torrar na frigideira por achar mais prático. Deixo na frigideira por uns 7 minutos, sempre mexendo e tomando cuidado para não queimar. Se torrar no forno, pré-aqueça antes e deixe por uns 10 minutos em fogo médio, mas sempre de olho). Deixe esfriar, ou, se não quiser esperar, coloque imerso em água gelada e esfregue os amendoins com as mãos, para soltar a casca – essa parte requer um pouco de paciência, mas vá na fé e na coragem que valerá a pena -; depois de descascados, coloque no liquidificador, junto com a água e deixe bater por 3 minutos. Feito esse processo, é só coar. Eu costumo coar cerca de quatro vezes.

Obs. Não jogue o resíduo do leite fora. Você pode fazer cookies com ele, ou até mesmo hamburguer ou ricota! Do leite de amendoim aproveita-se tudo :)

Go Vegan!

Mais um pra conta!

10 dez

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Medalha de prata no BSO2015! Iupi :)

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Final de semana passado eu participei do Baixada Santista Open de Jiu-Jitsu. E o resultado foi uma bela medalha de prata, com o sentimento de ter ganho ouro. Perdi a medalha de ouro por pontos, mérito da minha oponente, que pontuou bastante. E por pouco não consigo ganhar o ouro com uma finalização. O tempo não estava ao meu favor, mas mesmo assim, a sensação de estar evoluindo a cada dia, lateja no meu peito! E o melhor de tudo é carregar a bandeira de que pra sermos fortes, pra termos gás, enfim, pra ser atleta, não é preciso matar animais.

E é isso, fechar o ano com essa medalha me traz mais empolgação pro próximo ano que está por vir. Os agradecimentos eu já faço sempre, ao meu mestre, aos meus parceiros de treino, ao The Great Fighter Team que está super acreditando em mim e me apoiando (se não fosse por eles, não teria participado desse último campeonato). Espero trazer mais e mais medalhas no próximo ano! É só o começo e tenho muito o que melhorar, o que crescer e espero alcançar esse objetivo com muita primazia =)

 

 

GO VEGGIE!

Risoto de Shimeji e Missô

20 nov

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Depois de tanto falar sobre como os cogumelos são ricos em proteínas (quantidade equivalente às proteínas da carne, inclusive), ontem fui na Liberdade e aproveitei a promoção de R$2,00 a bandeja de shimeji e peguei um montão. Geralmente eu sempre faço o básico com o shimeji, mas como comprei bastante, decidi usar a inspiração e fazer uma variação dos inúmeros tipos de risotos que tem por aí, me virando com o que eu tinha em casa. Espero que gostem, minha mãe foi a minha cobaia e adorou :)

Você vai precisar de:

  • 200g de Shimeji
  • Pimentas variadas à gosto (eu usei pimenta calabresa e pimenta do reino)
  • 2 xícaras (chá) de arroz arbóreo italiano
  • 4 xícaras (chá) de água
  • 1 colher (sopa) de shoyu
  • 6 colheres (sopa) de shoyu
  • 3 colheres (sopa) de missô
  • 1 limão pequeno
  • meia xícara (chá) de água
  • 4 colheres (sopa) de salsa e cebolinha
  • 2 colheres (sopa) de azeite ou creme vegetal (você vai usar uma colher de sopa numa primeira etapa, e a outra colher, em outra etapa)
  • Sal à gosto (eu uso pouco sal nessa receita, já que o shoyu e o missô já contribuem com o sal)

Modo de Preparo:

Coloque as 4 xícaras de água para ferver numa panela. Assim que levantar fervura, desligue o fogo e acrescente o missô, dissolvendo-o na água. Reserve.

Em uma frigideira, acrescente uma colher de azeite e as pimentas. (Se você quiser, você pode usar óleo de gergelim também, é um óleo extremamente saboroso, mas como eu não tinha aqui em casa, usei azeite mesmo. Dá um toque e tanto na receita!), assim que começar a esquentar, jogue todo o shimeji, salteando-o. Salteie o shimeji por cerca de 3 minutos e em seguida, jogue uma colher de shoyu por cima, desligue o fogo e reserve.

Antes de entrar na próxima etapa da receita, você fará o seguinte: numa xícara, coloque as 6 colheres de shoyu, esprema 1 limão e depois acrescente meia xícara de água. Vai ficar tipo um molhozinho. Ou, se você quiser, pode usar saquê ao invés de fazer esse molho. Se for usar o saquê, use uma xícara (chá).

Numa panela, utilize a outra colher de azeite (ou creme vegetal) e acrescente o arroz, fritando-o brevemente (cerca de 1 minuto). Adicione o molho que você fez acima. Em fogo médio (vá controlando entre médio e baixo), mexa até o molho começar a evaporar (tanto esse molho quanto o saquê). Vá acrescentando, aos poucos, o caldo de missô, uma xícara por vez e continue mexendo, até o arroz ficar completamente cozido. Você pode escolher o quão cremoso você quer que fique (se muito cremoso, ou pouco cremoso. Aí vai do tempo que você quer deixar o risoto no fogo, sempre prestando bastante atenção no controle do fogo – entre médio e baixo). No final do processo, acrescente o shimeji que você deixou reservado e incremente no risoto, mexendo por cerca de 2 minutos. Finalize com a salsa e cebolinha e desligue o fogo.

Depois, só servir :)

Minha mãe foi a minha cobaia e adorou. Espero que gostem também!

 

GO VEGAN!

E a proteína?

19 nov

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Na foto: “Contém Vegan Protein” – Camiseta da marca vegana mais dahora do Braseeeeel! Uma das únicas marcas veganas de esporte voltada para atletas: The Great Fighter (Para saber mais, só clicar. Ou pode clicar aqui também: @thegreatfighterteam)

 

Eu ando me reciclando nessa nova fase da minha vida, de atleta e de retorno ao veganismo, abrindo mão da proteína do ovo e dos laticínios. Mas e aí, como funciona? Que proteína consumir? O que fazer? Como se organizar? Qual a quantidade que devo comer de proteína quando ela provém de origem vegetal?

Eu sei, são muuuuitas questões. E pra mim, que fiquei afastada do veganismo por um tempo, também estou em fase de readaptação, principalmente porque agora eu levo uma vida de atleta e preciso me preocupar com a alimentação mais do que o normal.

Primeiro, temos que entender a importância da proteína: ela ajuda na recuperação do corpo pós-exercícios físicos, por isso, precisamos valorizá-la no nosso cardápio. Além disso, também ajuda a gerar energia, assim como os carboidratos e as gorduras. A proteína repara os tecidos do nosso corpo e portanto, ao consumirmos pouca quantidade, não temos plenitude na recuperação dos treinos. Contudo, consumir em excesso também não é bom. Temos que encontrar o equilíbrio de consumo das proteínas.

Sobre a quantidade de proteínas que devemos consumir, dei uma olhada e encontrei a seguinte informação, provinda de uma nutricionista:

“(…) Cristiane Perroni afirma que pessoas sedentárias devem ingerir de 0,8g a 1g de proteína por kg de peso (ex: uma mulher de 50kg deve consumir de 40 a 50g de proteína por dia). Corredores de 10 a 21 km (amadores) devem ingerir 1g por kg de peso. Já os atletas profissionais devem consumir de 1,3g a 1,8g de proteínas por kg. E faz um alerta.

– Ingerir pouca proteína faz com que o corpo não se recupere dos treinos, mas o excesso pode levar a problemas renais e doenças cardiovasculares (hipercolesterolemia e ateroesclerose). O importante é a variedade da dieta.”

A proteína de origem vegetal se torna completa com a combinação de cereais e leguminosas (que num geral, são bem ricas em proteínas), como por exemplo, o básico e tão completo arroz e feijão.Então, para nós veganos, os seguintes alimentos são bastante ricos em proteínas:

  • Tofu (Em 100 gramas do alimento, 8,2 correspondem a proteínas)
  • Proteína Texturizada de Soja
  • Lentilha (Pra se ter uma ideia:  uma concha de qualquer leguminosa corresponde, em proteínas, a 100 gramas de carne)
  • Grão-de-bico (Em 100 gramas do alimento, 8,8 correspondem a proteínas)
  • Feijão (fradinho principalmente, mas o carioca e todos os outros também são bastante ricos em proteínas)
  • Castanhas variadas (Por exemplo, castanha de caju: em 100 gramas do alimento, 15,3 correspondem a proteínas)
  • Pistache (A cada 100 gramas do alimento, 20,9 correspondem a proteínas)
  • Quinua (A cada 100 gramas do alimento, 14 correspondem a proteínas)
  •  Aveia crua em flocos (Em 100 gramas do alimento, 13,9 correspondem a proteínas)
  • Brócolis
  • Espinafre
  • Tempeh (soja)
  • Arroz selvagem
  • Manteiga de amendoim
  • Abacate
  • Cogumelos num geral (De acordo com o site veggietal, possuem quantidade de proteína e nutrientes que podem ser comparadas às da carne e do leite.)
  • Frutas, que também possuem suas proteínas =)

São algumas das coisas que listei e coloquei aqui, mas sugestões são sempre bem-vindas!

GO VEGAN!

Fontes:

  1. Meihua
  2. Musculação Vegana
  3. Veggietal
  4. Uol – Ciência e Saúde (Conheça 11 alimentos de origem vegetal mais ricos em proteína)

Carne e Osso

17 nov

Quando eu digo que sou vegetariana, muitos me perguntam se é pelos animais. Eu sempre tento responder que não é só por eles, mas que existe uma série de fatores que me levou a parar de consumir carne. No meu Trabalho de Conclusão de Curso da época em que fiz Gastronomia, abordei sobre as diversas razões que levam a considerar uma dieta vegetariana/vegana em nossas vidas. O documentário “Carne e Osso” demonstra o outro lado da moeda que não se trata apenas dos animais mortos e do especismo: demonstra como a indústria da carne é violenta em todos os aspectos, como exploram e banalizam os trabalhadores que ficam sujeitos àqueles empregos para garantir sua sobrevivência e que se calam diante de tantas humilhações. Sabe-se que em todo o tipo de indústria há a exploração do trabalhador, no entanto, em frigoríficos isso se torna bem mais latente e os riscos são triplicados. No documentário, muito é dito: os transtornos mentais causados na indústria da carne são 3x maiores do que em qualquer outro tipo de indústria, e o rombo da previdência social existe porque o que as empresas da indústria da carne pagam, não consegue cobrir a quantidade de trabalhadores doentes. Há mais despesas que ingresso de dinheiro no INSS. 20% da força de trabalho adoece. São 90 mil pessoas por ano. Quem paga por esse prejuízo? Definitivamente, não são as empresas.
Além disso, a questão do meio ambiente que todos nós já sabemos, a contaminação dos lençóis freáticos etc, também nos faz parar para pensar sobre a questão do homem e como ele lida com a natureza. 
Nós somos aquilo que comemos. Rever o que você põe no seu prato, é sim uma questão política.

Atualizando: sobre esportes e reaproximação com o veganismo

17 nov

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Na foto: eu e a minha querida amiga (e minha mamis no jiu jitsu) parceira de treino Vanessa Hasson, que também é vegetariana e ativista pelos Direitos da Natureza

Acredito que há uns 3 anos que não posto mais neste blog e decidi reavivá-lo. Contar um pouco do que ocorreu nesse tempo distante do blog e tudo o mais. Infelizmente, por inúmeras questões, acabei caindo do veganismo (retomando-o há pouco tempo) e voltei pra uma dieta ovolactovegetariana. Fui vegan por 4 anos e sou vegetariana há cerca de 8 anos. Retomei a dieta vegana recentemente e agora pretendo cumprí-la de maneira rígida e readaptando meu cardápio que agora é necessário estar bastante completo porque levo uma vida de atleta. Sempre pratiquei artes marciais (fiz 2 anos de kung fu e 2 anos de muay thai) sendo vegana, mas não levava tais esportes como algo que eu quisesse pra vida. Aí eu conheci o Jiu jitsu brasileiro. E aí eu me apaixonei. Me apaixonei bastante. Os treinos andam se intensificando cada vez mais, e ando me destacando com o meu esforço, justamente por sempre treinar e me dedicar (os hematomas no corpo e os calos nos dedos que o digam). Ganhei medalha de bronze e de ouro no InterGracie e a Ryan Gracie Team tornou-se minha família. Sempre ficava refletindo e pensando em retomar a dieta vegana. Sei que sempre procuramos justificativas e que é sim possível ser vegan na correria. Mas, sem conseguir conciliar a correria dos estudos (consegui uma bolsa de estudos na PUC-SP, Ciências Sociais, por isso a dedicação é muita, já que preciso manter as médias altas e é um curso que exige muita leitura) com a alimentação e os treinos, e acabava considerando a proteína mais fácil de obter e barata, que é a do ovo, e me afastava daquilo que sempre vesti a camisa. Mas decidi retomar. Visto que não saia da minha cabeça o fato de que ser praticante de um esporte e tomá-lo pra vida, conciliando com o veganismo e mostrando pras pessoas que um vegan é tão bom quanto qualquer um que coma carne ou derivados, é algo importante pra divulgação de uma dieta que não se trata somente de respeito pelos animais, mas respeito com os próprios seres humanos. E cá estou. Consegui patrocínio de uma marca vegana de esportes chamada “The Great Fighter” que vai me auxiliar a pagar os campeonatos que houverem e me dar apoio com material. Ando procurando agora patrocínio de suplementos que sejam veganos, porque isso vai ser bem importante nessa nova fase da minha vida, principalmente numa fase de readaptação de dieta, mas ainda sem retorno. Enquanto isso, vou seguindo comendo bastante tofu! Pretendo voltar a atualizar o blog, com informações dessa nova etapa que se inicia e procurando falar sobre as principais proteínas vegetais e montagens de pratos pra quem também tá nessa empreitada de ser atleta e ser vegan.

E sigamos! Muito feliz de estar de volta :)

GO VEGAN!

Pizzaria Trivial – opção de pizzas veganas

23 nov
Pizza vegana de brócolis, alho e catupsoy

Pizza vegana de brócolis, alho e catupsoy

Após bastante tempo sem postar, venho contar de uma das experiências mais agradáveis que tive referente ao paladar, desde que me tornei vegana. Conheci a Trivial pela internet, numa matéria do Vista-se que falava sobre tal pizzaria. A Trivial é uma pizzaria comum, entretanto, possui opções veganas (não há diversas opções, apenas algumas pizzas, mas vale a pena). Vi que só entregavam na região do Butantã e como moro perto, fiz um pedido (que prazer inenarrável pedir algo vegan e em 30 minutos poder receber tal pedido em casa!). Pedi metade de brócolis com catupsoy e a outra metade de vegarela. Ao dar a primeira garfada, me assustei, de verdade. Eu comecei a sorrir, feliz da vida, porque pela primeira vez eu comi um queijo vegetal tão parecido com queijo de verdade, queijo esse, que era o meu preferido quando eu era vegetariana: o requeijão. Maravilhoso, maravilhoso. É, preciso mesmo fazer essa propaganda, porque de fato me surpreendi. Por alguns segundos cheguei a pensar “será que isso não é requeijão mesmo?”. Aí minha mãe provou, também se surpreendeu e também achou bem parecido, mas conseguiu perceber a diferença (Visto que ela estava comendo uma pizza de milho com catupiry). Entretanto, a pizza de vegarela me deixou um pouco a desejar. Há um gosto residual de amido de milho que não me agradou muito, já comi vegarelas mais gostosas por aí. Porém, o catupsoy deles é perfeito, magnífico, incrível. Devo tecer mil elogios, porque o sabor é muito surpreendente e a fabricação é própria. Cheguei a perguntar se eles vendiam à parte, mas disseram que não, infelizmente. Bom, pra quem não mora no Butantã, mas teria disposição de ir até o local para experimentar suas opções veganas, a Trivial fica MUITO próxima do metrô butantã. É praticamente só atravessar a rua. Acredito que essa é uma excelente oportunidade para levar os amigos onívoros para comer uma pizza vegan, extremamente saborosa e totalmente livre de crueldade.

Endereço:

Rua Pirajussara, 460 – Butantã – São Paulo-SP

Próxima ao metrô Butantã

Tel: (11) 3031-6329

Horário: das 18h às 24h

Serviço delivery somente na região do Butantã.

Cahiers antispécistes – Cadernos antiespecistas

19 out

Bom, apesar da pouca frequência de posts, dessa vez venho deixar um informativo. Antes de falar sobre tal, vale avisar que em breve postarei mais receitas por aqui, só preciso tirar umas fotos legais dos pratos. :)

Os “cahiers antispécistes”, são cadernos de produção independente  que questionam todo o tipo de exploração animal. Na época do TCC fiz muita pesquisa sobre tudo relacionado ao vegetarianismo e isso foi um achado. Criado em 1991, de produção independente, são relacionados diversos assuntos de aspecto social com o especismo. Como por exemplo o racismo, o sexismo etc. Além disso, há diversas informações sobre os militantes franceses acerca de seu ativismo.

O legal é que as revistas estão traduzidas, facilitando nossa leitura.

Para ter acesso aos textos, basta clicar aqui:

Les Cahiers Antispécistes – Réflexion et action pour l’égalité animale

:)

Espetinhos

24 ago

Como ando sem tempo para postar receitas, deixo aqui um vídeo que encontrei na net. São os famosos espetinhos de legumes, que são de extrema delícia e que enchem a barriga dos vegetarianos. A criatividade conta bastante, você pode usar a criatividade e temperar da maneira que quiser, como por exemplo, colocar proteínas de soja no meio dos espetos de legumes etc. O vinagre balsâmico para quem nunca experimentou, tem um sabor adocicado e muito único, extremamente saboroso.  Já a mostarda dijon tem um sabor bem forte. O contraste desses sabores combina bastante.

 

Obs. Uma dica simples e legal para os fãs de cebola: corte as cebolas em rodelas grossas e tempere com shoyu. Coloque no espetinho a cebola em transversal e deixe na brasa, por um tempo. É bem simples e fica bem gostoso, de verdade. Após um tempo na brasa, a cebola não fica tão forte, eu diria até que fica no ponto. :)